terça-feira, 22 de agosto de 2017

Psicologia COmunitaria


1. Psicólogo Comunitário.


A Psicologia Comunitária teve sua origem nos movimentos sociais comunitários (sobretudo no de saúde mental) de distintos países da América e Europa. Na Europa, o nascimento da psicologia Comunitária teve a mesma origem que a dos Estados Unidos, mas com certas variantes próprias, decorrentes da influência do Estado do Bem-Estar (GÓIS, 2005).  
Na América Latina, a expressão “Psicologia Comunitária” passou a ser utilizada a partir de 1975, com o objetivo de se fazer uma nova Psicologia Social, a partir da preocupação de alguns psicólogos de distintos países latino-americanos com os escassos resultados sociais da Psicologia Social tradicional e por haver uma grande necessidade de superar os graves problemas sócio-econômicos que ainda hoje afetam a região (GÓIS, 2005).
E é Góis (1990) quem melhor define esta prática: “Fazer psicologia comunitária é estudar as condições (internas e externas) ao homem que o impedem de ser sujeito e as condições que o fazem sujeito numa comunidade, ao mesmo tempo que, no ato de compreender, trabalhar com esse homem a partir dessas condições, na construção de sua personalidade, de sua individualidade crítica, da consciência de si (identidade) e de uma nova realidade social”.
Quando se foi delineada uma nova visão histórica da psicologia comunitária no Brasil, foi possível observar que os grupos, seja como recurso da pesquisa participante, seja como referência teórica, são os espaços privilegiados para uma análise teórico-prática dos avanços das consciências individuais envolvidas no processo (LANE, 1996).
, ele auxilia a Comunidade a identificar seus problemas e solucioná-los, por isso o trabalho em grupo.
A caracterização da Psicologia Comunitária, segundo Freitas (1996), constitui-se na realidade, como práticas ou intervenções inovadoras, criativas e revolucionárias, e não apenas um deslocamento do lugar em que se estabelece a relação da psicologia com setores populares. Para alguns a concepção de psicologia comunitária está relacionada apenas em bairros de periferia, favelas, cortiços ou, de certa forma, lugares que na sociedade se encontram uma desigualdade com baixas condições de moradia e desamparo social.
O trabalho em Comunidades é bastante complexo, o psicólogo que deseja trabalhar nesse campo enfrentará alguns desafios, dentre estes, necessita se “despir” do pensamento que já sabe tudo. A Comunidade já possui um saber próprio, que não é necessariamente um saber científico, contudo não deixa de ser um saber. E é a partir desse “saber comunitário” que as intervenções se iniciam. O psicólogo não fica em uma posição de ajudador da Comunidade, pelo contrário
De acordo com Angela Caniato, o psicólogo esbarra nos limites teóricos e técnicos de sua formação na universidade, que não lhe permite responder às demandas de atendimento psicossocialmente colocadas pelas populações. O cidadão desaparece sob o indivíduo doente que procura o psicólogo para se tratar (LANE, 1996).
Com base no desenvolvimento histórico da Psicologia Comunitária no Brasil e remetendo-se às situações atuais, pode-se ter o pretexto de se mensurar os desafios os quais devem ser enfrentados, tendo a profissão o respeito e compromisso com o desenvolvimento na elaboração de conhecimento, para assim favorecer a comunidade em seu tempo.

2. Desenvolvimento da Psicologia Comunitária no Brasil


Fonte: https://psicologado.com/atuacao/psicologia-comunitaria/psicologia-comunitaria-no-brasil-desenvolvimento-e-desafios © Psicologado.com

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O QUE É NORMAL?:
Normal vem de norma que significa regra. Na maioria dos casos, ser normal quer dizer está dentro da média. Por isso o conceito de normalidade é relativo, afinal o que pode ser aceitável em lugar pode ser anormal em outro. Por exemplo, na China se come escorpiões, isso é perfeitamente aceitável lá, mas se alguém resolve comer escorpiões no Brasil vai ser considerado um esquisito.
Quando se fala de comportamento humano o conceito de normalidade se torna muito amplo, pois todos nós possuímos alguma excentricidade. Desde que isso não nos cause conflitos, não impeça de trabalhar ou de ser feliz, não há motivos para ser considerado anormal ou maluco.
Daniel Offer e Melvin Sabshin concluíram que a normalidade poderia ser definida em quatro perspectivas: normalidade como saúde, normalidade como utopia, normalidade como média e normalidade como processo.
NORMALIDADE COMO SAÚDE: 
É o enfoque do modelo médico tradicional, e nele a normalidade seria a ausência de doenças claras. Se não existem sintomas observáveis de alguma psicopatologia (qualquer adoecimento mental) então o paciente é considerado normal. Nessa perspectiva não importa estar bem (feliz, satisfeito) desde que não se esteja doente. Apesar do nome “médico” esse modelo também é comum entre psicólogos e psicanalistas.

domingo, 10 de julho de 2016

Desenvolvimento Psicossocial do Jovem Adulto e do Adulto Maduro



Quatro abordagens do desenvolvimento psicossocial adulto são representadas pelos:

1. modelos de traços que concentram-se em traços ou atributos mentais, emocionais, temperamentais e comportamentais, como contentamento e irritabilidade. Dentro desta abordagem se encontra o modelo de cinco fatores desenvolvido e testado por Costa e McCrae, baseado nos "Cinco Grandes" fatores subjacentes a conjuntos de traços de personalidade relacionados: 

· Neuroticismo é um conjunto de seis traços negativos que indicam instabilidade emocional: ansiedade, hostilidade, depressão, constrangimento, impulsividade e vulnerabilidade. Pessoas altamente neuróticas são nervosas, medrosas, irritadiças e sensíveis a críticas e irritam-se com facilidade. Podem sentir-se tristes, desesperançosas, solitárias, culpadas e sem valor. 

· Extroversão também tem cinco facetas: afetividade, espírito gregário, assertividade, atividade, busca de excitação e emoções positivas. Os extrovertidos são sociáveis e gostam de atenção. Mantêm-se ocupados e ativos; estão sempre em busca de excitação e apreciam a vida. 

· Abertura á experiências: pessoas que estão dispostas a experimentar novas coisas e a aceitar novas idéias. 

· Escrupulosidade: Pessoas escrupulosas são realizadoras, competentes, organizadas, obedientes, ponderadas e disciplinadas. 



2. modelos tipológicos que identificam tipos ou estilos de personalidade como o ego-resiliente, super controlado e subcontrolado. As pessoas desses três tipos diferem em termos de resiliência do ego (ou adaptabilidade sob estresse), e controle do ego (ou autocontrole).

Pessoas ego-resilientes são bem adaptadas: autoconfiantes, independentes, prestativas, cooperativas e focalizadas na tarefa. Pessoas supercontroladas são tímidas, quietas, ansiosas e confiáveis. Pessoas subcontroladas são ativas, energéticas, impulsivas, teimosas e facilmente distraídas.



Estes primeiros dois modelos defendem que a personalidade muda muito pouco ao longo da vida adulta. Enquanto os próximos dois, sustentam que existem mudanças consideráveis.



3. modelos de crises normativas representam uma típica seqüência de desenvolvimento relacionada com a idade que continua durante todo o ciclo de vida adulto. Dentro deste modelo se encaixa a teoria de Erikson: intimidade versus isolamento é a sexta crise de desenvolvimento psicossocial, em que jovens adultos ou se comprometem com os outros ou enfrentam um possível sentimento de isolamento.

Os Alicerces dos Relacionamentos Íntimos

A intimidade inclui um senso de afiliação. A necessidade de pertencer a alguém - de formar relacionamentos fortes e estáveis e as pessoas tendem a ser mais saudáveis, física e mentalmente, e a viver mais tempo se tiverem relacionamentos íntimos satisfatórios .

A intimidade se expressa na amizade, na sexualidade e no amor. 



4. modelo de momento de ocorrência de eventos que sustenta que a mudança está relacionada não só com a idade, como também com a esperada ou com a inesperada ocorrência e com o momento de importantes eventos de vida:

· eventos de vida normativos : No modelo de momento de ocorrência de eventos, experiências de vida normalmente esperadas que ocorrem na época costumeira. As pessoas costumam estar muito cientes de seu próprio ritmo de desenvolvimento e descrevem a si mesmas como "adiantadas", "atrasadas" ou "em época" para se casar, ter filhos, fixar carreira ou se aposentar. É o relógio social : Conjunto de normas ou de expectativas culturais para os momentos da vida em que certos eventos importantes, devem ocorrer. Porém, o típico momento de ocorrência dos eventos varia de cultura para cultura e de uma geração para outra.



Mudança na Idade Adulta: Abordagens Teóricas Clássicas

Modelos de Crises Normativas

Carl C. Jung sustentava que um desenvolvimento saudável na meia-idade exige individuação, a emergência do verdadeiro self através da integração das partes conflitantes da personalidade. 

Até os 40 anosos adultos concentram-se nas obrigações com a família e com a sociedade, desenvolvendo os aspectos da personalidade que os ajudarão a alcançar objetivos externos. Na meia-idade, as pessoas direcionam sua preocupação aos eus interiores.

Duas tarefas da meia-idade são abrir mão da imagem de juventude e reconhecer a mortalidade. 



Erik Erikson: geratividade versus estagnação , a sétima alternativa crítica de desenvolvimento psicossocial,em que o adulto de meia-idade desenvolve a preocupação de estabelecer, de orientar e de influenciar a geração seguinte ou, então, sente estagnação (sensação de inatividade ou falta de vigor).



Momento de Ocorrência dos Eventos: O Relógio Social

O desenvolvimento da personalidade adulta depende menos da idade do que de eventos de vida importantes. Porém, o relógio não para totalmente.

ATIVIDADE: COMO MUDANÇAS HISTÓRICAS E CULTURAIS AFETARAM O RELÓGIO SOCIAL PARA A MEIA-IDADE?

Existe uma Crise da Meia-idade? Mudanças de personalidade e estilo de vida durante o início a meados dos 40 anos costumam ser atribuídas à crise da meia-idade, período estressante desencadeado pelo exame e pela reavaliação de nossa vida. Também conceitualizada como uma crise de identidade; foi chamada de segunda adolescência. Ela é desencadeada pela consciência da mortalidade.

O início da meia-idade pode ser estressante, mas não mais do que alguns fatos do início da idade adulta que envolve um exame introspectivo e uma reavaliação de valores e de prioridades . Esse balanço da meia-idade pode ser um ponto de virada psicológico, que produz novos entendimentos de nós mesmos e que estimula correções a meio caminho na trajetória de nossa vida.



Desenvolvimento da Identidade 

Para Erikson a formação da identidade seria a principal preocupação da adolescência, porém ele observou que ela continua desenvolvendo-se. 

A identidade está ligada aos papéis e aos compromissos sociais e se a meia-idade é uma época de balanço em relação aos papéis e aos relacionamentos, ela pode trazer questões de identidade não-resolvidas.

Parece que gerar, produzir, é o ponto chave da meia idade. A geratividade não é tão abrangente; uma pessoa pode ser gerativa na função de pai ou de mãe, mas não tanto como profissional ou cônjuge, ou vice-versa, e a geratividade em cada uma dessas funções pode afetar o bem-estar de forma distinta. E o bem estar é o que o adulto procura!

O bem estar psicológico está relacionado com uma saúde mental positiva. É quando se tem uma percepção saudável de sí mesmo, uma sensação subjetiva de bem estar e felicidade, como avaliação sobre a própria vida. Esta avaliação aumenta na meia idade. 



REFLEXÃO - SATISFAÇÃO COM A VIDA : O QUE É?



PESQUISAS APONTAM ALGUMAS DIMENSÕES DE Bem estar:

- Auto aceitação, elação positivas com os outros, autonomia, habilidades e competências, propósito de vida e crescimento pessoal.



Mudanças nos Relacionamentos na Idade Adulta - Teorias do Contato Social



· Teoria do comboio social : Teoria de envelhecimento, proposta por Kahn e Antonucci, que afirma que as pessoas passam pela vida cercadas por círculos concêntricos de relações íntimas com variados graus de proximidade, com as quais elas podem contar para auxílio, para bem-estar e para apoio social.

· Teoria de seletividade socioemocional: Teoria, proposta por Carstensen, de que as pessoas escolhem seus contatos sociais durante a vida com base na importância relativa da interação social como fonte de informação, como auxílio no desenvolvimento e na manutenção de um autoconceito e como fonte de bem-estar.



Para os adultos, os relacionamentos tem íntima ligação com a qualidade de vida e com o bem estar psicossocial. 

Casamentos mais antigos se rompem com menos facilidade do que casamentos mais recentes, pois, à medida que permanecem juntos, os casais acumulam capital conjugal : Benefícios financeiros e emocionais acumulados durante um casamento de longa duração, os quais tendem a manter um casal unido.

Outra coisa que pode acontecer é o ninho vazio : fase de transição na criação dos filhos depois que o último deles deixa o lar dos pais.

Em um bom casamento, a partida dos filhos crescidos pode introduzir uma segunda lua-de mel, mas se um casal permaneceu junto por causa das crianças, ele pode agora não ver motivo para prolongar sua união.

Pode acontecer também a síndrome da porta giratória Tendência entre jovens adultos de retornar ao lar dos pais enquanto estabelecem-se ou em épocas de dificuldades financeira, conjugal ou de outro tipo.

E as amizades? A energia e o tempo é menor, porém, a qualidade parece aumentar!

Outro agravante da idade adulta é a mudança no relacionamento com os pais que agora são idosos. Com o prolongamento do ciclo de vida, alguns estudiosos propuseram uma nova etapa de vida denominada maturidade filial, quando filhos de meia-idade "aprendem a aceitar e a satisfazer as necessidades de dependência dos pais" .Esse desenvolvimento normativo é visto como um resultado saudável de uma crise filial, na qual os adultos aprendem a equilibrar amor e obrigações com os pais e autonomia em um relacionamento em via dupla.

Apesar de necessário, estes cuidados podem causar o esgotamento do cuidador que é uma condição de exaustão física, mental e emocional que acomete adultos que cuidam de pessoas idosas.





Um dos relacionamentos mais prazerosos da vida adulta, ao final da meia idade, muitos tornam-se avós!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O QUE É ANSIEDADE?


Entrevista cedida ao Jornal Diário da Região

Ansiedade é uma reação ao perigo percebido. Ansiedade é um "aviso", um alerta que nosso corpo emite, de que algo não está bem, que há algum perigo percebido, real ou não, interno ou externo.
PRINCIPAIS CAUSAS DA ANSIEDADE?
Qualquer coisa que seja interpretada como prejudicial. E veja bem, este é um ponto interessante, as coisas não são interpretadas da mesma forma por todas as pessoas. Uma pessoa pode ficar extremamente ansiosa no dia anterior a uma prova, talvez a ponto de passar mal, ter insônia, sentir náuseas, e tudo mais. E outra pessoa pode lidar de forma mais tranquila. Por quê? Porque uma pode interpretar essa prova como uma possível "rasteira" que a vida pode estar lhe dando, acha que por mais que tenha se preparado nunca será bem sucedida, e que será terrível ser reprovada. A outra pessoa, aquela que encarou a prova mais tranquilamente, pode ter considerado que essa prova seria uma das boas possibilidades da vida dela.
Claro que existem os estímulos ansiogênicos que podem afetar uma parcela muito grande das pessoas como por exemplo: falar em publico, se reportar a alguém hierarquicamente superior, estar pela primeira vez em uma situação, como por exemplo, um encontro com uma garota (o), enfim, a ansiedade está diretamente ligada ao estresse. Tudo o que pode ser visto como possibilidade de prejuízo, morte, fracasso, vergonha, etc., pode ser causador de ansiedade.
EM TEMPOS DE CRISE MUNDIAL, EMPRESÁRIOS SE ANGUSTIAM POR SUAS EMPRESAS E OS INVESTIDORES POR CONTA DOS INVESTIMENTOS NA BOLSA. ENTÃO COMO DRIBLAR A ANSIEDADE?
A psicologia cognitiva, abordagem usada em meu consultório, ensina a examinar os fundamentos irracionais que levam uma pessoa a se tornar ansiosa a nível desproporcional a ponto de causar algum prejuízo.
Um empresário que está sentindo a crise atual "na pele" e no bolso poderia, por exemplo flexibilizar seu pensamento e tentar ver a crise por outros ângulos, como por exemplo:
- todas as crises que ocorreram nos últimos 200 anos tiveram sua fase de retorno ao estado produtivo.
- quem abre uma empresa não espera apenas "céus claros", portanto podemos ver esta crise apenas como uma baixa, esperada, da curva de produção e lucro.
- é possível aprender muita coisa com esta crise, coisas que podem ser aplicado tanto em sua empresa atual, como em outras situações futuras.
- é possível aprender a não dar tanta importância ao dinheiro e perceber que viver com menos pode ser possível e interessante.
Enfim, quanto mais a pessoa conseguir flexibilizar seu pensamento pode haver mais chance de contornar a ansiedade.
OS ALUNOS FICAM PREOCUPADOS COM AS NOTAS E SE VÃO ALCANÇAR A MÉDIA PARA PASSAR.
Acredito que a preocupação com uma possível reprovação pode tirar o foco e sua energia em adquirir o conhecimento que necessário para esta prova. Procurar formas de controlar a ansiedade pode ajudar a obter melhores resultados em sua provas.
O ANSIOSO PRECISA REDEFINIR TODO O ESTILO DE VIDA PARA FUGIR DOS PREJUÍZOS CAUSADOS NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL?
Talvez redefinir o modo do seu funcionamento ansioso. Analisar porque e de onde vem esta ansiedade, talvez procurar um psicólogo nesta busca.
EXERCÍCIOS E PRÁTICAS SIMPLES PARA RELAXAR O CORPO E A MENTE SÃO OPÇÕES PARA O CONTROLE DA ANSIEDADE?
Pode ajudar, talvez não resolva a ansiedade de forma definitiva mas quando ansiedade chegou a ponto de abalar fisicamente pode ser útil. Tem muitas pessoas que sentem dores no corpo, nos ombros, sentem o coração disparar, suor frio, dor de barriga, ânsia de vomito, tudo por ansiedade, nestes casos o relaxamento pode oferecer algum alivio.
O PENSAMENTO POSITIVO PARA ENFRENTAR ADVERSIDADES TAMBÉM É UMA OPÇÃO?
Sou muito a favor do pensamento realista. E se você for olhar de perto, as pessoas pode pensar de forma negativa e exagerada, ou seja, a realidade costuma ser melhor do que as previsões pessimistas que uma pessoa ansiosa costuma fazer.
De toda forma, o otimismo está sendo muito estudado pela psicologia. O pesquisador Martin Seligman, fez um estudo muito interessante sobre o assunto. E concluiu que pessoas mais otimistas são mais insistentes, e com a insistência há mais chance de ser bem sucedido. Por exemplo, um vendedor pessimista pode desistir depois da terceira recusa, ele conclui que ninguém comprará dele, mas um otimista podepensar que ele não será recusado por todas as pessoas.




- Repórter Francine Moreno.
*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo
Marisa de Abreu Alves Psicóloga - CRP 06/29493-5

Por que mentimos ?

Porque mentimos?
Todos os seres humanos saudáveis mentem, uns mais outros menos, mas todos mentimos. É já da natureza humana mentir, desde pequeninos mentimos. Claro que há vários tipos de mentira, varias formas de mentir e intensidades diferentes. Em todas as culturas se mente, todas as pessoas desde as mais novas às mais velhas, dos dotados de um QI elevadíssimo aos que o seu QI não é muito gracioso, de vários níveis sociais, etc.
Contudo numa cultura em que a mentira é incorrecta, é errado mentir, mas muita gente mente. Mas há vários tipos de mentira desde a chamada mentira piedosa, a mentira que pode levar uma punição maior, como a prisão. Podemos mentir por necessidade, piedade, amor, maldade, uns inúmeros motivos que poderiam ser plausíveis de uma mentira. Mas temos sempre consciência que esta errado.
Há mentiras “politicamente” correctas e outras não. Por exemplo, mentir para que uma pessoa não sofra tanto, ou porque é uma coisa sem importância é politicamente correcto, mas o mais certo a fazer seria contar a verdade, isto é, é aceite na sociedade onde está inserido (como na sociedade portuguesa) mas não correcto. Mas se mentir para ocultar um crime, isso já é punível, e com pena de prisão.
No entanto, a mentira também pode ser uma doença, como no caso das pessoas que padecem de mitomania, que inventam historia sobre elas, ou até sobre as pessoas mais próximas. Esta doença é muito complicada, pois torna-se muito difícil, a sociedade conviver com essa pessoa, têm sempre a desconfiança de que ela não esta a dizer e verdade, pois tem mais facilidade em mentir.
Posso concluir assim que todos nós temos uma tendência natural para mentir, uns mais que outros, mas conseguimos controlar as nossas mentiras, e evitar que elas prejudiquem a nossa interacção com o mundo e a nossa adaptação ao meio.

Bibliografia:
· http://pt.wikipedia.org/wiki/Mitomania;
· MONTEIRO, Manuela Matos e FEREIRRA, Pedro Tavares, Ser Humano, 2ªParte - Psicologia B 12ºAno, Porto Editora.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Jung Psicologia Transpessoal Texto 21

- O Inconsciente e a Espiritualidade Colagem seletiva dos textos de duas palestras de Carl Gustav Jung, em 1934-35, sobre o inconsciente e sua relação com a espiritualidade: "Quando a ciência moderna desinfetou o céu, não encontrou Deus. Alguns cientistas dizem que a ressurreição de Jesus, o nascimento no ventre de uma virgem, os milagres - todas essas coisas que alimentaram o pensamento cristão ao longo das eras, são belas histórias, mas inverídicas. Mas eu digo: Não esqueçam o fato de que essas idéias que milhões de homens alimentaram de gerações em gerações são grandes e eternas verdades psicológicas. Examinemos essa verdade, tal como um psicólogo a vê. Aqui temos a mente do homem, sem preconceitos, imaculada, incorrupta, pura, simbolizada por uma virgem. E essa mente virginal do homem pode dar nascimento ao próprio Deus. "O reino do céu está dentro de vós". Isto é uma grande verdade psicológica. O cristianismo é um belo sistema de psicoterapia. Cura o sofrimento da alma. O mais tremendo perigo que o homem tem que enfrentar é o poder de suas idéias. Nenhum poder cósmico da terra destruiu dez milhões de homens em quatro anos. Mas a psique humana fez isso (na guerra de 1914-18). E pode voltar a fazê-lo. Só tenho medo de uma coisa: os pensamentos de pessoas. Voltem o olho da consciência para dentro, a fim de ver o que aí existe. Vejamos o que se pode fazer em pequena escala. Se eu plantei corretamente uma couve, então servi o mundo nesse exato lugar. Não sei que mais posso fazer. Examinem os espíritos que falam em vocês. Tornem-se críticos. O homem moderno deve estar plenamente cônscio dos terríveis perigos que residem nos movimentos de massa. Escutem o que o inconsciente diz. Prestem atenção à voz desse Grande Ancião dentro de vocês, que viveu tanto tempo, viu e experimentou tanto. Tentem compreender a vontade de Deus: a extraordinariamente potente força da psique. Eu digo: Devagar. Devagar. Com cada bem chega um mal correspondente, e a cada mal corresponde um bem.


Não corram depressa demais ao encontro de um, a menos que estejam preparados para encontrar o outro.
Não é de imensa importância que eu faça uma carreira ou realize grandes coisas para mim mesmo. O que é importante e significativo para a minha vida é que viva o mais plenamente possível para cumprir a vontade divina dentro de mim. Essa tarefa dá-me tanto que fazer que não tenho tempo para qualquer outra. Deixem-me sublinhar que, se todos vivêssemos desse modo, não precisaríamos de exércitos, nem de polícia, nem de diplomacia, bancos e políticos. Teríamos uma vida cheia de significação e não aquilo que temos hoje: loucura. O que a natureza pede da macieira é que produza maçãs, da pereira que produza peras. A natureza quer que eu seja simplesmente homem. Mas um homem consciente do que sou e do que estou fazendo. Deus dirige-se à consciência no homem. É essa a verdade do nascimento e ressurreição de Cristo dentro de nós. Quanto maior é o número de pensadores que se apercebem disso, mais perto estamos do renascimento espiritual do mundo. Cristo, o Logos - que quer dizer a mente, a compreensão, o brilho que rasga a escuridão. Cristo foi uma nova verdade acerca do homem. Mas a vida saiu das igrejas e nunca mais voltará a elas. Os deuses não se reinstalarão em domicílios que abandonaram uma vez. A mesma coisa aconteceu antes, na época dos Césares romanos, quando o paganismo estava agonizante. Depois, o Deus uno transformou-se em homem, e esse foi o Cristo; um homem para todos os homens. Mas agora também esse partiu, agora cada homem tem que conter Deus em si. A descida do espírito na matéria está completa." (Jung)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Psicologia Escolar



O homem vive em sociedade. É no convívio com outros seres humanos que ele desenvolve habilidades motoras, de comunicação, etc. a Psicologia investiga as modificações que ocorrem na relação do indivíduo com o mundo no que diz respeito aos aspectos cognitivos, emocionais, afetivos, etc. e precisa do apoio de outras ciências para a realização dessa tarefa.

Antes de apresentarmos as concepções propostas no título deste tópico, algumas definições são importantes. Vamos a elas.

Desenvolvimento: é o processo pelo qual o indivíduo constrói ativamente suas características, nas relações que estabelece com o ambiente físico e social. A Psicologia do Desenvolvimento investiga como nascem e se desenvolvem as funções psicológicas que diferenciam o homem de outras espécies.

Aprendizagem: processo pelo qual se apreende o conhecimento historicamente construído pela humanidade, mais especificamente o determinado pelo grupo social do qual faz parte. A Psicologia da Aprendizagem estuda o processo pelo qual as formas de pensar e os conhecimentos são apropriados pelas pessoas.

Educação: a educação já acontece, de modo espontâneo, antes de a criança chegar à escola. Há uma série de noções e de conceitos que já se encontram estabelecidos antes da escola. No entanto, a escola é a instituição responsável por selecionar e organizar o conhecimento que será compartilhado. Daí a importância de a Psicologia colocar à disposição seu conhecimento acerca das bases do desenvolvimento e da aprendizagem


Concepção Inatista

Esta concepção entende que os organismos já nascem prontos: todas as modificações que acontecerão ao longo da vida já estão definidas e determinadas pelos genes. Isso parece decorrer de uma má interpretação da teoria da evolução de Darwin, que acabou colocando o ambiente em segundo plano. Na verdade, o ambiente tem papel fundamental na determinação da vida dos sujeitos e em seu percurso. Isso é diferente de afirmar que características alteradas ao longo da vida serão transmitidas geneticamente aos descendentes. De acordo com a concepção inatista, a educação só teria o papel de acompanhar as pessoas – que já estão prontas, geneticamente predispostas – ao longo de seu desenvolvimento e interferir o mínimo possível nesse processo espontâneo. Apesar de parecer retrógrada, uma proposta defendida por um dos candidatos à prefeitura da cidade de São Paulo no ano de 2012 consistia em identificar potenciais criminosos e usuários de drogas dentro das escolas como medida preventiva à violência. Essa proposta, ao que parece, já que não se tem dados detalhados sobre como seria a identificação precoce, provavelmente consistiria em algum tipo de avaliação (da personalidade? Do comportamento?) que identificaria uma suposta predisposição ao crime e ao uso de drogas. Sabe-se da intensa crítica que a Psicologia tem feito a esses modelos interventivos que só reforçam o preconceito e o estigma que recaem sobre uma parcela da população.







Concepção Ambientalista

De acordo com esta concepção, o ambiente tem imenso poder e controle sobre os sujeitos. A origem desse tipo de pensamento está nas concepções de Watson e Skinner, autores do Behaviorismo, bastante difundido nos Estados Unidos. De maneira contrária à concepção apresentada anteriormente, aqui o papel do ambiente é muito mais importante que a maturação biológica. A principal crítica a essa concepção é a de ela ter estimulado um tipo de educação que privilegia métodos, fórmulas e passo-a-passo do ensino, dando menos atenção ao processo de raciocínio do aluno diante de uma situação de aprendizagem. É importante dizer que essa visão enfatiza o objeto de estudo – o comportamento – em relação ao sujeito, o que não quer dizer que ela desconsidera o sujeito.

As duas concepções apresentadas dissociam objeto e sujeito, apresentando uma visão dualista de desenvolvimento. O interacionismo, próxima concepção apresentada, tenta apresentar uma alternativa.







Concepção Interacionista

Para esta abordagem, o ambiente tem um papel determinante como estimulador do desenvolvimento, bem como o indivíduo é visto como um ser ativo e atuante nas situações que determinam suas aprendizagens. O mundo interno (subjetividade) não existe sem o mundo externo (meio) e vice-versa. Esta concepção engloba as duas anteriores e as ultrapassa ao considerar, além dos princípios inatistas e comportamentalistas, uma área de intersecção entre eles. A construção do conhecimento depende da interação entre forças internas e externas ao indivíduo numa dinâmica constante e dialética que o leva a transformar o mundo e a si mesmo.




Fonte: Ambiente Virtual de Aprendizagem - Universidade Nove De Julho

Boa Noite Queridos Leitores

Boa Noite, por motivos pessoais tive que me ausentar por um tempo da pagina  mais estou de volta e esporadicamente vou postar artigos,textos e discussões sobre esta ciência fantástica que é a Psicologia, desmitificando assim a ideia sobre a mesma do ponto de vista  do senso comum ,o intuito da pagina é ajudar leitores
interessados e iniciantes de Psicologia assim como veteranos do curso e formados que desejam rever alguns conceitos, agradeço desde já a preferência e boa leitura.

Texto Reflexo Condicionado

O que é o Reflexo Condicionado

Júlio Rocha do Amaral e  Renato M.E. Sabbatini, PhD

No final do século XIX e no início do século XX, um fisiologista russo chamado Ivan Pavlov (1849-1936), ao estudar a fisiologia do sistema gastrointestinal, fez uma das grandes descobertas científicas da atualidade: o reflexo condicionado. Foi uma das primeiras abordagens realmente objetivas e científicas ao estudo da aprendizagem, principalmente porque forneceu um modelo que podia ser verificado e explorado de inúmeras maneiras, usando a metodologia da fisiologia. Pavlov inaugurava, assim, a psicologia científica, acoplando-a à neurofisiologia. Por seus trabalhos, recebeu o prêmio Nobel concedido na área de Medicina e Fisiologia em 1904. 
  
  
  
  
  
  
 

Ilustração: Renato M. E. Sabbatini
A experiência clássica de Pavlov é aquela do cão, a campainha e a salivação à vista de um pedaço de carne. Sempre que apresentamos ao cão um pedaço de carne, a visão da carne e sua olfação provocam salivação no animal. Se tocarmos uma campainha, qual o efeito sobre o animal? uma reação de orientação. Ele simplesmente olha, vira a cabeça para ver de onde vem aquele estímulo sonoro. Se tocarmos a campainha e em seguida mostrarmos a carne, dando-a ao cão, e fizermos isso repetidamente, depois de certo número de vezes o simples tocar da campainha provoca salivação no animal, preparando o seu aparelho digestivo para receber a carne. A campainha torna-se um sinal da carne que virá depois. Todo o organismo do animal reage como se a carne já estivesse presente, com salivação, secreção digestiva, motricidade digestiva etc. Um estímulo que nada tem a ver com a alimentação, meramente sonoro, passa a ser capaz de provocar modificações digestivas. 
Para que surja um reflexo condicionado é preciso que existam certas condições: 
 
  1. coexistência no tempo, várias vezes repetida, entre o agente indiferente e o estímulo incondicionado (no caso, o som da campainha e a apresentação da carne);
  2. o agente indiferente deve preceder em pouco tempo o estímulo incondicionado. Se dermos a carne primeiro e tocarmos a campainha depois, a reação condicionada não se estabelece;
  3. inexistência naquele momento de outros estímulos que possam provocar inibição de causa externa. Se simultaneamente damos uma chicotada no animal ou lhe jogamos água gelada, provocamos inibição, desencadeando reação de defesa no animal;
  4. para que o reflexo condicionado se mantenha, é necessário que periodicamente o reforcemos. Uma vez que o reflexo se formou, o mero som da campainha substitui a apresentação da carne. Mas, se tocarmos repetidamente a campainha e não mais apresentarmos a carne, depois de um certo número de vezes o animal deixa de reagir com salivação e secreção digestiva.

Como Funciona o Reflexo Condicionado

Estímulo -------> Resposta Estímulo Indiferente + Estímulo Incondicionado (apresentação da carne) ---------> Resposta Incondicionada 
Estímulo Indiferente --------> Resposta Condicionada
.
Explicando melhor: um estímulo indiferente, combinado com um estímulo capaz de ativar um reflexo incondicionado, gera uma resposta incondicionada e, depois de algum tempo, o estímulo indiferente, por si só, é capaz de provocar resposta que pode, então, ser considerada como condicionada. Esses estímulos indiferentes podem vir tanto do meio externo (estímulos sonoros, luminosos, olfativos, táteis, térmicos) como do meio interno (vísceras, ossos, articulações).
As respostas condicionadas podem ser motoras, secretoras ou neurovegetativas. Podem pois, ser condicionadas reações voluntárias ou reações vegetativas involuntárias. Podemos fazer com que respostas involuntárias apareçam de acordo com a nossa vontade, se usarmos o condicionamento adequado. As respostas condicionadas podem ser excitadoras (com aumento de função) ou inibidoras (com diminuição de função).
Existem diversos exemplos de como se pode modificar, através do condicionamento, a fisiologia do animal e do ser humano. Citaremos apenas alguns, para, a partir deles, procurar compreender o que poderia ocorrer no momento do efeito placebo.
A Modificação da Fisiologia Através do Condicionamento
Pavlov e seus seguidores logo perceberam que o condicionamento era muito poderoso no sentido de alterar funções orgânicas. Diversos experimentos comprovaram isso, e abriram um enorme campo de estudos, com muitas conseqüências para a aplicação clínica em seres humanos.
Por exemplo, coloca-se uma sonda retal em um cão e faz-se um enema salino (injeção de água salgada). A presença daquele soluto dentro do intestino provoca, ao fim de algum tempo, aumento da diurese (excreção renal de água) para restabelecer o equilíbrio hidroeletrolítico. Depois de algumas sessões de administração de enema salino através da sonda retal, a mera introdução da sonda retal, sem enema, também provoca aumento da diurese.
Da mesma maneira, se antes de aplicar injeção de insulina em um cão, faz-se com que ele ouça sempre um assobio, a hipoglicemia que surge em decorrência da ação da insulina passará a surgir, depois de algum tempo, pela simples audição do assobio. O metabolismo do animal alterou-se, passando a responder com hipoglicemia a um estímulo sonoro que nada tem a ver, em condições normais, com o metabolismo dos glicídios.

O Sistema Nervoso Central e os Reflexos Conditionados

Finalmente, através do que ficou conhecido como a "Teoria Pavloviana da Atividade Nervosa Superior", Pavlov e seus discípulos foram os primeiros pesquisadores a integrar os estudos da psicologia do aprendizado com a análise experimental da função cerebral. Eles mostraram que os reflexos condicionados se originam no córtex cerebral, o qual, segundo as palavras de Pavlov, "é o distribuidor primário e organizador de toda as atividades do organismo". Ao longo de vários anos, ele e seus discípulos chegaram às leis básicas que governam a operação do córtex cerebral no aprendizado condicionado. 
 

Para Saber Mais

terça-feira, 30 de junho de 2015

Psicologia Científica





Psicologia no Brasil e no Pará

Os estudos de Antunes (2001) e Massini (1990) revelaram que a produção de conhecimento pertinente a área da Psicologia iniciou-se no Brasil logo após o descobrimento, precisamente no período inicial de colonização.


Fig. 16 Brasil-colônia

Por conta disso, Antunes (2001) divide a produção do conhecimento psicológico no Brasil em dois períodos: Pensamento psicológico e Psicologia Cientifica. É possível ainda, subdividir estes períodos em dois (ver diagrama a seguir).

Diagrama 1– Divisão dos períodos da Psicologia Brasileira.



No período pré-institucional (1500 -1808), destaca-se estudos, análises e discussões sobre formas de atuação sobre os chamados fatos psíquicos. Os autores eram na sua maioria brasileiros, formados em universidades européias, com função religiosa ou política na Colônia. As obras eram editadas na Europa. Os temas estudados neste período eram:

• emoções e sua cura (Padre Vieira);

• formação da personalidade (Alexandre de Gusmão), com ênfase no processo educativo;

• relação homem-trabalho, adaptação ao ambiente e formação do caráter brasileiro (Padre Vieira e Mello Franco); e

• loucura e sexualidade (Mello Franco).

Após a chegada da Corte Portuguesa ao Brasil (1808), inicia-se o período onde o conhecimento psicológico foi produzido vinculado a dois tipos de instituições: educacionais e médicas.

A produção vinculada às instituições educacionais se ambientou nas primeiras escolas normais brasileiras, foi realizada principalmente por teólogos, professores e médicos, na sua maioria composta por obras de cunho filosófico, que tinham como preocupação fundamental o desenvolvimento das faculdades psíquicas da criança, em especial a inteligência. Os temas estudados foram:

• fundamento da vida psíquica (alma, eu, consciência);

• fenômenos psíquicos (percepção, emoção, cognição); e

• aplicação deste conhecimento acima da elaboração de métodos de ensino eficazes.

A produção vinculada às instituições médicas se desenvolveu principalmente por meio da teses de doutoramento (espécie de trabalho de conclusão de curso) das faculdades de medicina do Rio de Janeiro e da Bahia. As áreas de interesse eram a Medicina Legal e a Medicina Social. Dentro delas destacam-se os estudos sobre:

• emoções;

• loucura (diagnóstico e tratamento de alucinações mentais, ações preventivas);

• epilepsia e crime;

• sexualidade (prostituição, ninfomania); e

• higiene escolar.

No período pré-reconhecimento da profissão (1890 – 1962) foi se desenhando progressivamente o perfil do psicólogo como um profissional diferenciado do médico e do pedagogo. Este reconhecimento da especificidade da atuação do psicólogo foi se desenvolvendo dentro do seio das mesmas instituições em que a Psicologia era construída e aplicada desde o período anterior (educacionais e médicas), e se estendeu para outra nova, ligadas as primeiras mais voltadas para a seleção e orientação profissional. Alguns fatos merecem destaque:

• Criação de laboratórios de Psicologia nos Hospícios e Asilos, a exemplo do Laboratório de Psicologia da Colônia de Psicopatas do Engenho de Dentro (1923) com seus estudos e aplicações na seleção e orientação profissional em psicoterapia, espaço de formação de psicólogos brasileiros.

• Criação de gabinetes de psicologia e das “Jornadas Brasileiras de Psicologia” pelas Ligas de Higiene Mental.

• A valorização do conhecimento dos aspectos psicológicos envolvidos no crime e delinqüência por Nina Rodrigues.

• A criação do Pedagogium (1890) onde foi fundado o primeiro laboratório de Psicologia do Brasil, com registros claros de estudos sobre a dinâmica do pensamento humano (Manoel Bonfim).

• A aplicação do conhecimento e técnicas psicológicas à seleção e orientação profissional no Instituto de Psicologia de Pernambuco, posteriormente transformado em Instituto de Seleção e Orientação Profissional – o ISOP (Ulysses Pernambucano).

• Os cursos promovidos juntamente com psicólogos estrangeiros para a formação docente na Escola de Aperfeiçoamento Pedagógico de Belo Horizonte, onde foi criada uma classe para crianças com deficiência mental, germe da Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais (Helena Antipoff).

• O Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo onde se aplicou pela primeira vez a Psicologia ao trabalho no Brasil (Roberto Mangé).

Após a efervescência do período anterior, incrementou-se a demanda por profissionais psicólogos no Brasil. Em conseqüência disso, surgem os primeiros cursos universitários de formação no Brasil, em Minas Gerais, Brasília e São Paulo no final da década de 50 e início da década da 60. Em 27 de agosto de 1962 foi publicado o Decreto Lei 4119, que reconhecia e regulamentava a profissão no Brasil.






Para se apropriar de detalhes desta trajetória leia:
ANTUNES, M. A. M. A Psicologia no Brasil: leitura histórica sobre sua constituição. São Paulo: UNIMARCO / EDUC, 2001.











Além de consultar o site oficial do Conselho Federal de Psicologia, onde estão disponíveis as primeiras resoluções que regulamentam a ação e formação profissional no Brasil:
http://www.pol.org.br





No Estado do Pará, Bordin (1983, p. 1) afirma que a Psicologia pode ser dividida em dois períodos:

o primeiro, que precede a instalação dos cursos superiores de Psicologia (Bacharelado, Licenciatura e Formação de Psicólogo) e o segundo período subseqüente no qual a marca da existência desse profissional torna-se significativa na região.

Os pioneiros na criação do curso de Psicologia no Pará, especificamente em Belém foram os professores: Ivo Freitas, Samuel Sá e Artêmio Ferreira, que estabeleceram contatos com a UnB e a USP com vista a compor o projeto pedagógico do curso. O curso passou a funcionar em 1974 com 60 alunos na UFPa e foi reconhecido em 1979 (Decreto 1219). Em 1980, passou a funcionar o curso de Psicologia das Faculdades Integradas do Colégio Moderno (FICOM), uma das instituições que deram origem a UNESP, atual UNAMA.

A expansão e a atuação dos profissionais de Psicologia vem se consolidando ao longo dos anos em diferentes áreas de atuação, algumas das quais você conheceu durante a realização da Atividade 1.2 (unidade 1). Hoje contamos com cursos de pós-graduação específicos em Psicologia funcionando na UEPA e na UFPa.






Para conhecer mais detalhes sobre a história da Psicologia no Pará, sugerimos a leitura de:
MONTEIRO, J. B.; FEITOSA, E. S. A inserção e trajetória do psicólogo na instituição hospitalar psiquiátrica no Estado do Pará: a busca de uma identidade. Belém: SPEP, 2000.





Síntese da Unidade

A criação da Psicologia Científica é uma obra assinada por vários autores, alguns que conhecemos na unidade anterior (os filósofos) e outras que conhecemos agora (os fisiólogos). Estes últimos, fundamentais na construção de instrumentos e estratégias para investigar experimentalmente (como pedia a época – Positivismo) os fenômenos mentais, em especial a percepção humana. Wundt o primeiro psicólogo, por sinal fisiólogo de formação, segue a trilha dessa Psicologia Fisiológica no laboratório de Leipzig. Esta Psicologia Fisiológica significou apenas a primeira proposta de se fazer Psicologia Científica.

Logo a Psicologia atravessou o Atlântico e nos E.U.A conheceu outras propostas: a de Titchener (a Psicologia Estrutural) com suas investigações sobre a consciência com método, objetivos e concepções sobre a mente muito diferentes de Wundt; a de James, Dewey, Angell, Carr e Woodworth (a Psicologia Funcional) com o fim do monismo metodológico, com ampliação de interesse, campos e sujeitos de investigação sob a influência darwinista; a de Watson (o Behaviorismo) com o forte propósito de banir a mente e a consciência do campo de investigações psicológicas, buscando o estudo objetivo de comportamento, para ele explicável apenas pela relação S-R; a de C. R. Rogers (a Abordagem Centrada na Pessoa) que fez o caminho contrário, iniciou-se na área de aplicação e posteriormente voltou-se para a construção da teoria científica. Na própria Alemanha, a Psicologia Científica de Wundt conheceria oposições, a mais forte dela feita pela Psicologia da Gestalt de Wertheimer, Koffka e Köhler, com sua proposta holística de explicação da percepção, aprendizagem e criatividade em homens e animais.

Somando-se a esta intensa movimentação dos primeiros anos da Psicologia Científica surge S. Freud que com suas investigações sobre a doença mental culminam com a proposição da Psicanálise, ao mesmo tempo, sistema explicativo de funcionamento psíquico e método de intervenção clínica, que foi fundamental para a ampliação das investigações psicológicas a um campo ainda inexplorado: o inconsciente.

Esta Psicologia estudada por nós nesta unidade atravessou a história de vários países, no Brasil veio sendo construída desde os tempo do Brasil-Colônia, época em que se podia falar em conhecimento científico em Psicologia e atravessando diferentes épocas da nossa história veio a se constituir como uma área do conhecimento necessária e diferenciada no período de 1890 a 1962, quando a demanda pelos serviços psicológicos gerou o reconhecimento da profissão (Decreto Lei 4119/ 27 de agosto) e a criação dos primeiros cursos de formação.

Nesta unidade, você também conheceu um pouco da chegada da Psicologia no Pará, pela via de profissionais formados em outros estados e pela fundação de seus dois cursos superiores na UFPa (1974) e na FICOM atual UNAMA (1980).


REFERÊNCIAS

ANTUNES, M. A. M. A Psicologia no Brasil: leitura histórica sobre sua constituição. São Paulo: UNIMARCO / EDUC, 2001.

BARRETO, C. L. B. T. A evolução da terapia centrada no cliente. In: GOBBI, S. L.; MISSEL, S. T. Abordagens centrada na pessoa: vocabulário e noções básicas. Tubarão: UNISUL, 1998. p. 167- 183.

BORDIN, F. M. História da Psicologia no Pará. Belém: mimeo, 1983 (ensaio).

CARRARA, K. Behaviorismo Radical: crítica e metacrítica. Marília: UNESP/ FAPESP, 1998. capítulos 2, 4 e 5.

COSTA, N. Terapia analítico-comportamental: dos fundamentos filosóficos à relação com o modelo cognitivista. Santo André: ESETec, 2002.

DARWIN, C. A origem das espécies: esboço de 1842. Trad. Mario Fondelli. Rio de Janeiro: 1996. (Série Clássicos Econômicos Newton, v. 9).

______. A expressão das emoções no homem e nos animais. Trad. Leon de Souza Lobo Garcia. São Paulo: Companhias das Letras, 2000. Originalmente publicado em 1872.

GOBBI, S. L. Carl Rogers: vida e obra. In:______.; MISSEL, S. T.Abordagens centrada na pessoa: vocabulário e noções básicas. Tubarão: UNISUL, 1998. p. 261 – 271.

HERRMANN, F. O que é Psicanálise? São Paulo: Brasiliense, 1996.

JORGE, M. A. C.; FERREIRA, N. P. Freud: criador da Psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. (Coleção Psicanálise Passo-a-Passo 14).

KUPFER, M. C. Freud e a educação. São Paulo: Scipione, 1997. (Coleção Pensamento e ação no Magistério).

MARX, M. H.; HILLEX, W. Sistemas e teorias em Psicologia. 9. ed. São Paulo: Cultrix, 1993. p. 59 – 66.

MASSIMI, M. História da Psicologia Brasileira. São Paulo: EPU, 1990.

MONTEIRO, J. B.; FEITOSA, E. S. A inserção e trajetória do psicólogo na instituição hospitalar psiquiátrica no Estado do Pará: a busca de uma identidade. Belém: SPEP, 2000.

PAIXÃO, C. J. A moral positivista na sociedade brasileira do século XIX. Belém: UNAMA, 2004.

RIBEIRO, I. R. Raízes da Psicologia. Petrópolis: Vozes, 1997.

ROSA, E. Z.; KAHHALE, E. M. P. Psicologia Humanista: uma tentativa de sistematização da denominada terceira força em Psicologia. In: KAHHALE, E. M. P. A diversidade da Psicologia: uma construção teórica. São Paulo: Cortez, 2002. p. 115 – 156.

______; RIBEIRO, A. M.; MARKUNAS, M. Psicanálise. In: KAHHALE, E. M. P.A diversidade da Psicologia: uma construção teórica. São Paulo: Cortez, 2002. p. 115 – 156.

SCHULTZ, D. P; SCHULTZ, S. E. História da Psicologia Moderna. 14. ed. São Paulo: Cultrix, 1999.

TEIXEIRA, R. P., NUNES, M. L. T. A natureza cientifica da Psicologia. Revista Psicologia Argumento, v. 18, n. 27, p. 67 -78, 2000.

ZIMERMAN, D. E. Fundamentos psicanalíticos: teoria, técnica e clínica, uma abordagem didática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999

Psicologia Ciência e Profissão

Boa noite leitores,
vou postar um texto sobre a importância da Psicologia como profissão, já que muitas pessoas acabam deturpando a imagem tanto do profissional como da área por vezes querendo dar um tom de miticismo ao exercício profissional, muitas pessoas devido ao senso comum e o que houve falar sobre Psicologia acreditam que o Psicologo  é capaz de ler a mente das pessoas ou algo do tipo, cabe esclarecer a estas  pessoas que este profissional apenas tem suporte técnico e cientifico para analisar o comportamento humano identificar suas patologias e transtornos e assim traçar uma terapia que possa beneficiar o cliente/paciente ,a psicologia como ciência de fato é nova sim diante de todos os períodos que atravessou para se solidificar , mas podemos afirmar com veracidade que esta ai umas das contribuições importantes da ciência que é prever e controlar o comportamento humano,criando assim métodos corretivos e preventivos  de estados que geram sofrimentos psíquicos a nós seres humanos.  Espero que gostem do texto.

Behaviorismo – Definição e História







A idéia central do behaviorismo é basicamente formulada como a possibilidade de existir uma ciência do comportamento. Dependendo do behaviorista esta visão pode ser diferente, não alterando a premissa de que haja uma ciência do Comportamento.

Filosofia da Ciência

Existe um debate em torno do behaviorismo, a ciência do comportamento, ser a própria psicologia ou uma área parte ou independente da psicologia. Contudo, sendo o behaviorismo um conjunto de idéias sobre essa ciência chamada análise do comportamento, e não a propriamente dita ciência, o behaviorismo não é uma ciência, mas a filosofia da ciência. Abordando assim, como filosofia, tópicos sobre por que fazemos o que fazemos e o que devemos e não devemos fazer.




História - De Filosofia à Ciência

Todas as ciências tiveram suas origens na filosofia. E a medida que os séculos se sucederam os ramos da filosofia romperam e se especializaram. Assim como a psicologia, que até a década de 40 era raro encontrar um departamento de psicologia. E na última metade do século XIX, tornou-se comum chamar a psicologia de “ciência da mente”. Como método, os psicólogos propuseram a introspecção inicialmente para estudar a mente. Disso duas correntes de pensamento se somaram para corroer esta visão a psicologia objetiva e a comparativa.

Psicologia Objetiva

Não a vontade com a introspecção, pois outras ciências utilizavam métodos objetivos que produziam medidas verificáveis e replicáveis em laboratórios do mundo inteiro, outros psicólogos como Gustav Fechner, 1801-1887,desenvolveram outros métodos que pareciam medir a intensidade subjetiva da sensação, desenvolvendo uma escala que se baseava na diferença apenas perceptível, ou seja, a menor diferença física entre duas luzes ou sons que uma pessoa conseguia detectar. Hermann Ebbinghaus, 1850 – 1909, mediu o tempo que ele levava para aprender e reaprender listas de sílabas sem sentido, a fim de produzzir medidas de aprendizagem e memória. I. P Pavlov, 1849 – 1936, desenvolveu um método para o estudo da aprendizagem e associação através da medida de um reflexo simples transferido para novos sinais apresentados n olaboratório. Traziam assim, a perspectiva de que a psicologia poderia transformar-se em uma verdadeira ciência;

Psicologia Comparativa

Conforme nasceu a noção de continuidade da espécie, por Darwin, de que mesmo sendo claramente diferentes as espécies também se assemelham à medida que compartilham a mesma história evolutiva, tornaram-se comuns as comparações entre outras espécies e a nossa. George Romanes, levou esse raciocínio a sua conclusão lógica, chegando a defender que nossa própria consciência deve servir de base para nossas conjeturas sobre uma eventual tênue consciência que ocorra em formigas.Este antropomorfismo, ou “humanizar a besta” soou como especulação para alguns. O problema das afirmações sobre consciência animal é que ficava a mercê de vieses individuais, do caráter subjetivo das observações, pondo que a discordância não poderia ser resolvida através de outros experimentos. John B Watson, disse ainda que as inferências sobre as consciências animais eram menos confiáveis do que a introspecção e que nenhuma poderia servir como ciência.

Primeira Versão do Behaviorismo

Watson ppublicou o ártico “Psichology as the Behaviorist Wiews It” tomado como manifesto do incipiente behaviorismo e, guiado pela psicologia objetiva, articulou a crescente insatisfação com os métodos anteriores, como a introspecção e a analogia. Dizia ainda que por se emaranhar nesses esforços infrutíferos, causaram a definição de psicologia como ciência da consciência, definição que era responsável pela incapacidade da psicologia se tornar uma verdadeira ciência. Para ele, evitar os termos relacionados à consciência e a mente, deixariam a psicologia livre para estudar o comportamento humano e animal. Essa ciência do comportamento, não usaria termos tradicionais referentes à mente e consciência e evitaria a subjetividade da introspecção e analogias, estudando só o comportamento objetivamente observável. Apesar de algumas divergências entre os behavioristas, todos concordam com a premissa básica de que é possível criar uma ciência natural do comportamento e que a psicologia pode ser esta ciência.

Livre Arbítrio Versus Determinismo


O livre arbítrio dizia que a capacidade do indivíduo fazer escolhas supõe algo dentro do indivíduo, juntamente com o ambiente e a hereditariedade, sendo as pessoas livres para escolher suas respostas, enquanto odeterminismo pregava a noção de que o comportamento é determinado unicamente pela hereditariedade pelo ambiente.

Argumentos Pró e Contra Livre Arbítrio

A crença de que o comportamento é determinado poderia encorajar ditaduras e resumidamente que a negação do livre arbítrio poderia solapar toda a estrutura moral de nossa sociedade. Mas, mesmo a democracia se baseando na escolha, uma escolha não se torna sem sentido ou impossível de acontecer se não houver livre arbítrio. Essa idéia de que desapareceria se não existisse provém de uma noção muito simplista da alternativa ao livre arbítrio. Por isso é necessário que o conhecimento advindo de uma ciência do comportamento esteja a serviço do bom uso, sem a necessidade do abuso.


Estéticamente é atribuído pelos críticos do livre arbítrio que ele é ilógico quando associado a noção de um Deus onipotente. Os defensores, contrapõe que os cientistas não podem prever em detalhes as ações de um indivíduo, podendo ser possível de existir mesmo que seja um mistério. Os behavioristas, respondem que é exatamente sua natureza misteriosa que o torna inaceitável, ao levantar o problema que outras ciências tiveram de superar: Como uma causa não-natural pode levar a eventos naturais? Os behavioristas dão a resposta de outras ciências também: Os eventos naturais provém somente de outros eventos naturais.

Daiana Cristina Rauber - Teorias Comportamentais e Cognitivistas. II Período de Psicologia.

Resumo de Baum (Cap. 1 - p. 21 – 34)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Estimulo X Resposta



Os conceitos de estímulo e resposta não podem ser entendidos separadamente. Qualquer evento do meio torna-se um estímulo se for seguido por uma resposta. Estes termos são de fundamental importância para que possamos estudar a relação do meio com o comportamento de forma específica e mais precisa. O behaviorismo estuda esta relação e, como o meio e o comportamento são conceitos muito amplos, definiu estímulo e resposta como unidades básicas da descrição e como ponto de partida para que fosse possível realizar uma ciência do comportamento. Qualquer relação entre estímulo, representado pela letra R, e resposta, representada pela letra S, é denominada de reflexo.


Este termo também é usado para denominar as respostas para as quais os respectivos estímulos não são claramente observáveis. Um exemplo disto é quando uma criança começa a bater palmas repentinamente, e não sabemos exatamente o porquê. Entre o aparecimento de um estímulo e a emissão de uma resposta existem eventos corporais. Os estímulos afetam os órgãos dos sentidos, que quando excitados, fazem com que os impulsos nervosos sejam transmitidos até o cérebro ou medula e daí aos músculos e glândulas. É desta seqüência que resultam as respostas que, relacionadas com os estímulos, é o que interessa aos psicólogos comportamentais.

Bom dia a Todos os Psicólogos , Estudantes e Simpatizantes

Quero comunicar que logo mais vou postar um pequeno texto sobre estímulo e resposta para ajudar aí quem sente dificuldades para diferenciar ambos ou esclarecer para os interessados. Até mais e boms estudos.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Reforço Positivo X Reforço Negativo

Boa Noite. iremos  falar hoje sobre reforço positivo e negativo, no senso comum geralmente para quem não estuda Psicologia ou afins quando falamos em positivo temos como consequência a ideia de algo que é bom  por exemplo: Ganhar na loteria, passar em uma Prova etc e temos por conceito de negativo tudo que é ruim, seja desastre,tristeza etc  na verdade cientificamente  falando nem um dos conceitos no senso comum esta correto. Quando falamos de reforço positivo na Psicologia  falamos de adição, de algo que se acrescenta ao ambiente e ao mesmo tempo aumenta a probabilidade de determinado comportamento se repetir vamos ver um exemplo pratico:

João presenteia a namorada com um chocolate sempre que ela chega no horário marcado , a namorada de João gosta de chocolate portanto o chocolate é o REFORÇADOR para a emissão do COMPORTAMENTO de chegar no horário, dar o chocolate para a namorada é um reforço positivo já que não havia chocolate e este foi adicionado aumentando a probabilidade da namorada de João de emitir determinado comportamento que seria chegar no horário marcado.

  Porém quando falamos de Reforço Negativo falamos de algo que é retirado do ambiente e diminui a probabilidade de determinado comportamento ocorrer vamos ao seguinte exemplo:  

João não da chocolate para a namorada sempre que ela chega atrasada de acordo com o horário marcado. Não dar chocolate para a namorada é um REFORÇO NEGATIVO já que algo é retirado da contingencia ( ambiente ) e diminui a probabilidade do COMPORTAMENTO de chegar atrasada da sua namorada se manter, pois ela sabe que caso chegue atrasada não irá ganhar o chocolate, para um estudante  de Psicologia isso é o básico para se entender   posteriormente esquema de reforçamento no qual iremos dissertar sobre o mesmo, espero ter contribuído e desejo ótimo fim de
semana a todos.

domingo, 14 de junho de 2015


Introdução ao Behaviorismo

A palavra "Behaviorismo" vem de "behavior", em inglês, que se refere ao comportamento. A teoria também é conhecida por comportamentalismo, teoria comportamental, análise experimental do comportamento, análise do comportamento, etc. O behaviorismo surgiu como uma proposta para aPsicologia, para tomar como seu objeto de estudo o comportamento, pois este é visível e, portanto, passível de observação por uma ciência positivista. É a parte da psicologia que vai dizer que o meiodetermina o sujeito. A sua meta é a previsão e controle do comportamento.



John B. Watson
O termo "Behaviorismo" foi utilizado inicialmente em 1913 em um artigo denominado “Psicologia: como os behavioristas a vêem” por John B. Watson. O Behaviorismo nasceu como uma reação ao mentalismo, ao introspeccionismo e à Psicanálise, que tentavam lidar com o funcionamento interior e não observável da mente.

J. B. Watson (1878-1958) é considerado o autor do behaviorismo, mas é necessário dizer que Watson foi, na verdade, o porta-voz dessa abordagem, devendo ser lembrado que antes de Watson, dois pesquisadores deram os primeiros passos dessa abordagem: o americano E. L. Thorndike (1874-1949) e o russo Ivan Pavlov (1849-1936).


Na Idade Média, a igreja explicava a ação e o comportamento do homem pela posse de uma alma. Depois, os cientistas o faziam pela existência de uma mente. As faculdades ou capacidades da alma causavam e explicavam o comportamento do homem. Os objetos e eventos criavam idéias em suas mentes e essas idéias geravam seu comportamento. Veja que ambas são posições essencialmente dualistas: o homem é concebido como tendo duas naturezas, uma divina e uma material, ou uma mental e uma física, como preferir. Além disso, note a circularidade do argumento: ao mesmo tempo em que essa alma ou mente causavam e explicavam o comportamento, esse comportamento era a única evidência desta alma ou desta mente.


Ao mesmo tempo em que os psicólogos tentavam fazer da psicologia uma ciência objetiva, a teoria da evolução estava tendo um efeito profundo sobre a psicologia ao definir os seres humanos não mais como entes separados das outras coisas vivas, dando a todas as espécies a mesma história evolutiva. Presumia-se assim, que poderia também se ver a origem de nossos traços mentais em outras espécies, mesmo que de forma mais simples e rudimentar. Por conta disso, no final do século XIX e início do século XX, alguns psicólogos passaram a conduzir experimentos com animais.



Watson é conhecido como o pai do Behaviorismo Metodológico ou Clássico, que crê ser possível prever e controlar toda a conduta humana, com base no estudo do meio em que o indivíduo vive e nas teorias de Pavlov sobre o condicionamento – a conhecida experiência com o cachorro, que saliva ao ver comida, mas também ao mínimo sinal, som ou gesto que lembre a chegada de sua refeição. Mas nem toda conduta individual pode ser detectada seguindo-se esse modelo teórico, daí a geração de outras teses.


Comportamento é o observável e, por definição, observável pelo outro, isto é, externamente observável. Comportamento, para ser objeto de estudo do behaviorista, deve ocorrer afetando os sentidos do outro, deve poder ser contado e medido pelo outro. O sentido de "Behaviorismo" foi sendo modificado com o correr do tempo e hoje já não se entende o comportamento como uma ação isolada do sujeito, mas uma interação entre o ambiente (onde o "fazer" acontece) e o sujeito (aquele que "faz"), passando o "Behaviorismo" a se dedicar ao estudo das interações entre o sujeito e o ambiente, e as ações desse sujeito (suas respostas) e o ambiente (os estímulos). Por exemplo, a aprendizagem é descrita como uma mudança no comportamento observável, devido à alteração da força com que a resposta está associada a estímulos externos ou estímulos internos no corpo. Aprendizagem = Condicionamento. Se queremos que uma pessoa aprenda um comportamento, devemos condicioná-la a uma aprendizagem.


Ivan Pavlov
A palavra "estímulo" veio de Pavlov (outra influência sofrida por Watson e os behavioristas da época e da qual também Skinner não conseguiu se livrar) e referia-se à troca de energia entre o ambiente e o organismo, quanto à operação realizada pelo experimentador em seu laboratório, uma parte ou mudança em parte do mundo físico que causava uma mudança no organismo ou parte do organismo, a resposta. Essa mudança observável no organismo biológico seria o comportamento. Comportamento = Estímulo + Resposta. A manipulação experimental por excelência seria a reprodução desse modelo, a operação "S -> R".
S = o estímulo do ambiente (estímulos)
R = resposta ou o comportamento do indivíduo como resultado de uma estimulação.

Skinner e o Comportamento Operante



Após Watson, o mais importante behaviorista foi B. F. Skinner.




B. F. Skinner
Skinner criou, na década de 40, o Behaviorismo Radical, como uma proposta filosófica sobre o comportamento do homem. Ele foi radicalmente contra causas internas, ou seja, mentais, para explicar a conduta humana e negou também a realidade e a atuação dos elementos cognitivos, opondo-se à concepção de Watson, que só não estendia seus estudos aos fenômenos mentais pelas limitações da metodologia, não por eles serem irreais. Em resumo, ele acredita que o indivíduo é um ser único, homogêneo, não um todo constituído de corpo e mente. Enquanto a principal preocupação dos outros eram os métodos das ciências naturais, a de Skinner era a explicação científica definindo como prioridade para a ciência do comportamento, o desenvolvimento de termos e conceitos que permitissem explicações verdadeiramente científicas. A expressão utilizada pelo próprio Skinner em 1945 tem como linha de estudo a formulação do "comportamento operante".

O condicionamento operante explica os comportamentos aprendidos durante a ontogenia do organismo. A diferença fundamental entre o condicionamento clássico e condicionamento operante é que o segundo pressupõe um ser ativo no seu ambiente.

Crítica e defesa do Behaviorismo


O behaviorismo não ocupa mais um espaço predominante na Psicologia, embora ainda seja um tanto influente nesta esfera. Os críticos dizem que o behaviorismo simplifica demasiado o comportamento humano e que vê o ser humano como um autômato ao invés de uma criatura com vontade e metas. O desenvolvimento das Neurociências, que ajuda a compreender melhor, hoje, o que ocorre na mente humana em seus processos internos, aliado à perda de prestígio dos estímulos como causas para a conduta humana, e somado às críticas de estudiosos renomados como Noam Chomsky, o qual alega que esta teoria não é suficiente para explicar fenômenos da linguagem e da aprendizagem, levam o Behaviorismo a perder espaço entre as teorias psicológicas dominantes.


"Quando lidamos com seres humanos dotados de vontade livre, nossa predição e controle falham. O homem tem liberdade de escolha." (Lundim, 1977)
Independente do que os críticos dizem, a abordagem comportamentalista exerceu uma forte influência na Psicologia aplicada, principalmente nos Estados Unidos, levando ao estudo de problemas reais relativos a comportamento. E uma vez que aprendizagem é uma forma de mudança de comportamento, o procedimento de modificação de comportamento desenvolvido pelos comportamentalistas foi útil a muitos professores. 

# ...

Por hoje, deixarei essa introdução. Outros dias abordarei de forma mais aprofundada alguns dos temas introduzidos, como o comportamento operante, respondente, os reforços, punições e etc.

Leia também:

Para quem quiser ler mais sobre o tema, indico o Capítulo 03 do livro Psicologias, de Ana Merces Bahia Bock, Odair Furtado e Maria de Lourdes.
Na parte dos filmes, indico Truman: O Show da Vida, para abrir debate sobre o controle social do comportamento. Até que ponto somos livres? Nossa vida é menos controlada do que a de Truman?
E, por fim, o filme Cão de Briga, que ilustra bem o comportamento induzido pelo meio. Depois, sugiro que leia a ánalise Cão de Briga e Behaviorismo.